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TEMA: O FUTURO

Agora que lentamente vamos integrando a pandemia – porque ainda estamos em pandemia – nas nossas vidas quotidianas, e que importa reerguer a vida das pessoas que foram afetadas por uma crise sanitária que trouxe também uma crise económica e social, importa perceber onde estamos, quais os desafios que teremos que vencer, e que futuro queremos para nós, para os nossos filhos e netos.

O Mundo que temos está estranho, complexo e difícil. Uma crise energética que se alastra à fatura dos combustíveis, uma dificuldade no comércio mundial com falta de peças para maquinaria, as tensões de guerra na zona asiática, a necessidade de respostas para o clima, contrastam com o crescimento da atividade económica, a situação do emprego em Portugal e a retoma do turismo.

Ao nível local, os resultados das últimas eleições autárquicas traduziram-se numa alteração profunda na Câmara Municipal de Loures e um reforço da confiança na equipa da Junta de Freguesia de Moscavide e Portela. Este cenário é positivo porque nos permite, agora, uma relação muito mais próxima entre entidades, mas também mais franca e leal.

É justamente num quadro político local que se apresenta mais positivo para esta freguesia, que surge o momento e oportunidade de Portugal recorrer aos fundos europeus para áreas fundamentais como o investimento na ferrovia, na transição digital ou a formação de recursos humanos.

Quando a prioridade deveria ser o foco num quadro de investimento que nos disponibiliza recursos para um salto qualitativo ao nível do Plano Marshall e que permitiu o avanço das economias do centro da Europa devastada pela 2ª Guerra Mundial, uma rejeição do Orçamento de Estado, coloca em risco toda uma perspetiva positiva que teríamos para o futuro.

A Democracia é escolha e as escolhas traduzem-se em consequências.

De Olhos nos Olhos, confesso a minha estranheza e perplexidade pela decisão dos Partidos que na Assembleia da República asseguravam a governação – PCP e BE – e pelo constrangimento em que tal decisão se traduz para as pessoas.

Aos desafios que já eram conhecidos, temos agora mais um. Uma dificuldade que foi criada de forma artificial e propositada. Uma decisão que devemos democraticamente respeitar, mas que não entendemos. Um novo cenário se coloca e cujas consequências não podemos, para já antecipar.

É neste contexto que o poder autárquico se valoriza. A sua independência e autonomia, permite que quem trabalha com o objetivo central de melhorar a vida das pessoas, siga no trajeto definido e com os olhos postos no futuro.

Por cá, novos horizontes se desenham com respostas para velhos problemas que as pessoas querem ver resolvidos. Apesar do futuro incerto, importa responder a questões práticas do dia-a-dia, que se revestem de grande importância para os cidadãos. Se nas políticas de Habitação, na Saúde, até mesmo na Educação, estamos dependentes do investimento e da estratégia seguida pela administração central, no estacionamento, nos espaços verdes, na higiene urbana, nos parques infantis ou nos equipamentos desportivos, compete às autarquias definirem prioridades, competências e estratégias para que os territórios se valorizem e, dessa forma, se garanta a qualidade de vida dos cidadãos.

Por cá, estaremos onde sempre estivemos: Ao lado das pessoas, focando o nosso trabalho nas suas ambições e sonhos, tratando de resolver as suas necessidades e fomentando uma comunidade envolvida e comprometida.

Por cá, continuaremos a estar onde achamos que devemos permanecer: Dialogando com todos, sendo leais nas discussões, mas frontais nas convicções, erguendo pontes para que todos se juntem em volta do espaço comum e plural que queremos ser, não abdicando das nossas ideias, mas somando sugestões.

Não sabemos o que o futuro nos reserva, sabemos apenas que é uma enorme interrogação, mas sabemos o que queremos do Futuro: Colocar as Pessoas sempre em Primeiro Lugar.

Vamos ao trabalho!

Ricardo Lima

Continuamos Juntos. Primeiro as Pessoas!