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10 DE MARÇO DE 2020 A 10 DE MARÇO DE 2021 | 1 ANO DE RESPOSTAS À COVID19

Participar na gestão autárquica durante a pandemia, vai muito além do cumprimento das competências legais atribuídas à Junta de Freguesia, agrega um conjunto de compromissos assentes na gestão de proximidade, cuja dimensão de governação fica muito aquém da extensão das entidades de onde são emanadas as regras e as medidas excecionais associadas à COVID-19, as quais devem ser aplicadas por todos.

O coronavírus percorreu o Mundo velozmente, sem escolher países ricos, pobres, de esquerda, de direita, com mais ou menos formação.

A 2 de março era divulgado o primeiro caso da doença em Portugal.

A 5 de março, a Junta de Freguesia de Moscavide e Portela, divulga pelos serviços o seu plano interno de contingência, seguindo as orientações da organização Mundial de Saúde e do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Um passo à frente, a 10 de março, a Junta de Freguesia ciente do panorama que estava para chegar e conhecedor da sua população, faz o lançamento das primeiras medidas. Entre muitas, as principais visaram a proteção da camada mais frágil da população, particularmente a suspensão das atividades do Centro de Dia, mantendo apenas o funcionamento dos almoços, com horário rotativo, suspensão das atividades coletivas dos séniores, bem como das crianças e encerrou ao público o Centro Cultural e cancelou os eventos agendados.

A 13 de março, reuniram os membros do órgão executivo com um elemento representativo de todos os serviços da entidade, renovando as medidas, desta feita com o horizonte em que não seria só cancelamentos, suspensões ou novos horários, mas sim a criação de uma logística totalmente diferenciadora do normal em resposta às necessidades previsíveis que ocorreriam doravante, de acordo com as informações obtidas pela Direção Geral de Saúde.

De carácter inovador, perentório e imperativo, direcionadas aos cidadãos considerados de risco, foram estabelecidas as seguintes medidas:

  • Compras de bens alimentares e de higiene com entrega ao domicílio;
  • Compras de medicação com entrega ao domicílio;
  • Levantamento de medicação hospitalar para doentes crónicos com entrega ao domicílio;
  • Entrega de refeições (almoços e lanches) – normalmente servidas no Centro de Dia Social e Comunitário – ao domicílio;
  • Entrega de refeições escolares às crianças mais desfavorecidas – normalmente fornecidas pela Câmara Municipal e servidas nos refeitórios das escolas – ao domicílio com recolha em freguesia vizinha;
  • Enfermagem ao Domicílio;
  • Fisioterapia ao Domicílio;
  • Criação da Linha de Apoio Social (5 funcionárias afetas a esta medida);
  • Criação – em parceria com uma clínica local – da Linha de Aconselhamento Médico e, quando encaminhados para medicação, as equipas da Junta efetuavam as compras, com entrega ao domicílio;
  • A entrega de cabazes do Banco Alimentar foi alterada para entrega ao domicílio;
  • Criação da Linha de Atendimento Financeiro – equipas da Junta pagam rendas, água, luz, gás, televisão e fazem o levantamento de reformas;
  • Criação de Linha de Apoio Psicológico – em resposta aos medos e receios deste contexto atípico;
  • Criação de Equipa Operacional para pequenas reparações ao domicílio;
  • Alocou-se uma viatura, devidamente equipada com som, para percorrer as artérias da freguesia, com divulgação de todas as medidas e mensagem de apelo para que as pessoas ficassem em casa;
  • Reprodução de cópias para todos os alunos do Agrupamento de Escolas de Portela e Moscavide, em estreita colaboração com a Direção e as Professoras Titulares;
    Algumas das respostas, entre muitas outras que não mencionámos.

De facto, viveram-se momentos muito difíceis, Portugal na sua medida e o Mundo na medida de todos. A Junta de Freguesia, com uma gestão de proximidade absolutamente eloquente, criou a sua própria medida, lado a lado com a sua população, sem obstáculos, nem reticências.

O contexto pandémico foi o desafio mais periclitante vivido pela Junta de Freguesia, não só em termos de gestão autárquica, a qual obrigou a um sacrifício superior nas tomadas de decisão, mas particularmente, na aproximação que permitiu à comunidade dirigir-se à Junta de Freguesia, pelos seus funcionários e pelos membros do executivo, com amizade, com o sentido de proteção e sabendo que este órgão autárquico encetou um caminho alicerçado com a base da democracia em prol do bem estar dos cidadãos.

Vamos Juntos. Primeiro as Pessoas!

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